sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Religião afro brasileira

ZECA PAULICEIA
Em 1888 antes da abolição dos escravos, os negros refugiados das fazendas faziam reuniões em comunidades chamadas de quilombos. Logo após a libertação, os mesmo andavam em comunidades tituladas de candomblé.
A palavra candomblé a princípio era usado para designar qualquer festa dos africanos. Uma de suas linguagens de origem era o bantú, da palavra candomblé, que por coincidência no Uruguai esta palavra é considerada um ritmo musical afro-uruguaio.
O candomblé, enquanto culto organizado não remonta, em São Paulo, há mais de três ou quatro décadas. Marcado por um desenvolvimento particular, a partir dos processos migratórios ocorridos nesse período, o candomblé paulista surgiu como uma religião de possessão ao lado daquelas aqui já existentes, como o espiritismo Kardecista e as inúmeras variações da umbanda sulista.
O processo de instalação e difusão do culto aos orixás na região de São Paulo caracterizou-se pelas influências e empréstimos entre as práticas espíritas em geral e da umbanda em particular, observável seja pelas semelhanças entre as estruturas rituais, seja pela visão mítica, formada por divindades comuns a ambos os cultos.

O termo “umbandomblé” com o qual se designa (comumente de modo pejorativo) esse tipo de culto, pode ser aplicado a um número significativo de terreiros paulistas atualmente em funcionamento. É bom lembrar, ainda, que o candomblé que aqui se instalou, vindo de localidades como Salvador, Recôncavo Baiano, Recife e Rio de Janeiro, não primava por um “purismo” de práticas rituais tal como se imagina quando idealmente o dividimos em “nações” como : Ketu, Angola, Jeje, além das denominações locais como “Xangô” em Pernambuco ou “Tambor de Mina” no Maranhão.


Zéca Paulicéia
Compositor e Assessor do Vereador Cláudio Fonseca

zecapauliceiasp@ig.com.br
www.twitter.com/zecapauliceia


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